quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O PERIGO DA TV NOSSA DE CADA DIA DAS CRIANÇAS


Desde que a televisão virou o protagonista das salas de estar do mundo inteiro, há crianças pequenas que deixam de fazer brincadeiras à moda antiga para passar horas em frente à tela. Um grupo de pediatras americanos alerta: isso pode ser muito nocivo para os pequenos.
O foco da pesquisa é em crianças abaixo de dois anos, ou seja, a primeira infância. Nos Estados Unidos, isso tem se mostrado um problema alarmante. Dentre as crianças americanas de até dois anos de idade, 90% já têm o hábito de assistir alguma mídia, dentre as quais a televisão ainda reina. Um terço das crianças de até três anos já dispõem de uma TV no próprio quarto.
Quem fez essa pesquisa foi a Academia de Pediatria dos EUA. Logo de início, a instituição já declara algo para fazer os pais pensarem: existe a ideia de que os programas de TV infantis auxiliam no aprendizado das crianças, mesmo tão jovens, mas eles garantem que isso jamais foi comprovado totalmente.
Os médicos vão ainda mais longe, afirmando que a simples existência da TV na sala ou no quarto já pode ser um problema. Isso acontece, basicamente, porque o aparelho de TV distrai a atenção total da criança de brincadeiras mais lúdicas e saudáveis. Além disso, pode distrair os próprios pais nos momentos em que brincam com os filhos, o que evita que haja interação total entre o adulto e a criança.
Os estudos na área, em geral, apresentam resultados variados. Já houve pesquisas que enaltecem alguns benefícios da televisão a crianças, nas quais se afirma que a telinha pode desenvolver a linguagem e as habilidades sociais dos pequenos.
Os pediatras dos EUA não negam isso, mas dizem que o benefício não se aplica a crianças tão novas. Segundo eles, é preciso que a criança preste atenção e entenda pelo menos a maior parte do que acontece na tela para que realmente haja melhora nesses indicadores. E isso, segundo eles, é uma impossibilidade antes de a criança completar dois anos. Isso ficou comprovado em outra pesquisa, na qual as crianças abaixo de dois anos assistiam a um programa mesmo que passasse de trás para frente, e apenas as mais velhas notavam que havia algo errado.
A receita para minimizar os problemas é clássica: os pais devem impor limites. Em atitudes simples, como desligar a TV se ninguém estiver assistindo, já se consegue um ganho em relação a isso. Para os pais participarem mais da educação de crianças pequenas, devem dar preferência a jogos recomendados por pedagogos, e direcionados para a idade da criança.Desde que a televisão virou o protagonista das salas de estar do mundo inteiro, há crianças pequenas que deixam de fazer brincadeiras à moda antiga para passar horas em frente à tela. Um grupo de pediatras americanos alerta: isso pode ser muito nocivo para os pequenos.
O foco da pesquisa é em crianças abaixo de dois anos, ou seja, a primeira infância. Nos Estados Unidos, isso tem se mostrado um problema alarmante. Dentre as crianças americanas de até dois anos de idade, 90% já têm o hábito de assistir alguma mídia, dentre as quais a televisão ainda reina. Um terço das crianças de até três anos já dispõem de uma TV no próprio quarto.
Quem fez essa pesquisa foi a Academia de Pediatria dos EUA. Logo de início, a instituição já declara algo para fazer os pais pensarem: existe a ideia de que os programas de TV infantis auxiliam no aprendizado das crianças, mesmo tão jovens, mas eles garantem que isso jamais foi comprovado totalmente.
Os médicos vão ainda mais longe, afirmando que a simples existência da TV na sala ou no quarto já pode ser um problema. Isso acontece, basicamente, porque o aparelho de TV distrai a atenção total da criança de brincadeiras mais lúdicas e saudáveis. Além disso, pode distrair os próprios pais nos momentos em que brincam com os filhos, o que evita que haja interação total entre o adulto e a criança.
Os estudos na área, em geral, apresentam resultados variados. Já houve pesquisas que enaltecem alguns benefícios da televisão a crianças, nas quais se afirma que a telinha pode desenvolver a linguagem e as habilidades sociais dos pequenos.
Os pediatras dos EUA não negam isso, mas dizem que o benefício não se aplica a crianças tão novas. Segundo eles, é preciso que a criança preste atenção e entenda pelo menos a maior parte do que acontece na tela para que realmente haja melhora nesses indicadores. E isso, segundo eles, é uma impossibilidade antes de a criança completar dois anos. Isso ficou comprovado em outra pesquisa, na qual as crianças abaixo de dois anos assistiam a um programa mesmo que passasse de trás para frente, e apenas as mais velhas notavam que havia algo errado.
A receita para minimizar os problemas é clássica: os pais devem impor limites. Em atitudes simples, como desligar a TV se ninguém estiver assistindo, já se consegue um ganho em relação a isso. Para os pais participarem mais da educação de crianças pequenas, devem dar preferência a jogos recomendados por pedagogos, e direcionados para a idade da criança.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

SOPA E A QUEIMA DOS SITES PROIBIDOS

SOPA e a "queima dos sites proibidos". Será?

Queima de livros
queima de livros
*Giuseppe Mosello

A Bücherverbrennung, que significa em alemão literalmente queima de livros, era uma ação propagandística dos nazistas, organizada entre 10 de maio e 21 de junho de 1933, poucos meses depois da chegada ao poder de Adolf Hitler. Tudo o que fosse crítico ou desviasse dos padrões impostos pelo regime nazista foi destruído. Centenas de milhares de livros foram queimados, entre os quais estavam obras de Thomas Mann, Bertold Brecht, Sigmund Freud, Albert Einstein, Karl Marx, entre outros.

Anterior aos nazistas, quando a Igreja Católica foi apenas um governo político de uma boa parte do mundo, também costumava queimar livros nas praças. Livros proibidos que até juntou em um“Index Librorum Prohibitorum”, criado inicialmente para reagir contra o avanço do protestantismo em 1559, no Concílio de Trento. A 32ª edição, publicada em 1948, continha quatro mil títulos censurados por várias razões, nos quais se destacavam as obras de Galileu Galilei, Nicolau Copérnico, Giordano Bruno, Nicolau Maquiavel, Alexandre Dumas (pai e filho), Voltaire, Daniel Defoe, Vitor Hugo, Jean-Paul Sartre, e muito outros.

Esta censura teve um grande efeito por todo o mundo católico. No Brasil, por muitos anos foi muito difícil de encontrar cópias de livros banidos, especialmente fora das grandes cidades. Este índice foi abolido somente em 1966 pelo Papa Paulo VI.

Tudo isso pelo medo de que os livros, na época meio de difusão importante de ideologias, pudessem ameaçar o sistema.

Agora a história se repete. Mas desta vez são os websites que estão queimando.
Durante a última década, a influência da internet como meio de divulgação de informações se expandiu rapidamente e desafiou os controles das mídias “tradicionais”. Como os eventos do Oriente Médio no inverno de 2011 têm demonstrado, a internet também surgiu como um meio fundamental através do qual os cidadãos podem mobilizar e defender a reforma política, social e econômica. Temendo o poder das novas tecnologias, os estados autoritários criaram sutis e não tão sutis maneiras de filtrar, monitorar, obstruir ou manipular a abertura da internet. Até mesmo um número de estados democráticos têm considerado ou implementado várias restrições em resposta aos desafios levantados pela nova mídia.

Em vários países, que foram previamente livres de controles na internet, surgiram os primeiros sinais de censura politizada e violações de direitos de usuário, muitas vezes no período anterior ou durante as eleições. Muitos destes incidentes representaram nestes países os primeiros episódios de sites bloqueados, usuários detidos, ou leis restritivas aprovadas. Esta dinâmica foi particularmente evidente na Venezuela, onde os usuários que assinaram os serviços de internet através da empresa estatal de telecomunicações CANTV não conseguiram acessar a blogs e sites de notícias populares da oposição nos dias próximos as eleições parlamentares de setembro de 2010.

No Brasil, o Transparency report publicado pela Google evidencia que tiveram pedidos do governo para a divulgação de dados de usuário de contas do Google ou serviços e foi solicitada a remoção de 32.169 itens. "Pedidos do governo para a remoção de conteúdo são altos no Brasil" - diz o report. "Durante o período eleitoral no Brasil, o número de ordens judiciais emitidos a partir de tribunais eleitorais aumentou, ordenando a remoção de conteúdos relacionados a campanhas políticas."

Nos EUA, a Lei de Combate à Pirataria Online (SOPA) e o Ato de Proteção à Propriedade Intelectual (PIPA) podem permitir ao governo dificultar o acesso a sites como o YouTube, Google, ou Facebook.

Será que toda esta movimentação é realmente em defesa da Propriedade Intelectual? Será que a necessidade de proteção contra a pirataria e a defesa da Propriedade Intelectual representam um problema tão grave a ponto de mobilizar tantos governos para isso?

Ou será que esta é mais uma maneira para começar as atividades de controle da rede? Uma maneira de abrir uma porta verso o controle de algo que até então não é possível  controlar e que representa uma ameaça ao sistema?

Será que isso não vai nos levar a um Index WebSite Prohibitorum? Criar uma lista negra de sites supostamente incômodos?

Será que estamos passando da Bücherverbrennung (literalmente queima de livros) à Webseiteverbrennung (literalmente queima de web sites)?

Será?

*Giuseppe Mosello é italiano de formação Humanística com foco em Sociologia e Ciência da Comunicação, trabalhou durante 20 anos em empresas de TI na Europa e nos EUA. No Brasil desde 2005, fundou a Learnway e criou a Cidade Virtual: a primeira rede corporativa do Brasil.

SOPA E O PIPA =PROJETOS CONTRA A PIRATARIA NA INTERNETE

Entenda o Sopa e o Pipa, projetos de lei que motivam protestos de sites

Propostas aprovadas por estúdios são repudiadas por empresas de internet.
Elas ainda tramitam no Congresso americano.

Dois projetos de lei, o Stop Online Piracy Act (pare com a pirataria on-line, em tradução livre), conhecido como Sopa, e "Protect IP Act" (ato para proteção da propriedade intelectual), chamado de Pipa, que estão no Congresso dos Estados Unidos, provocaram manifestações ou interrupções de serviços de sites importantes como Google, Wikipedia e Craigslist, de classificados, nesta quarta-feira (18).
Ambos os projetos de lei visam combater a pirataria na internet.  O Congresso norte-americano anunciou o adiamento da votação do projeto do Pipa e deixou "em espera" o Sopa, segundo comunicados divulgados nesta sexta-feira (20).
No Sopa, a proposta é ter penas de até 5 anos de prisão para os condenados por compartilhar conteúdo pirata por 10 ou mais vezes ao longo de 6 meses. Os sites como Google e Facebook, por exemplo, também poderiam ser punidos pela acusação de "permitir ou facilitar" a pirataria. A pena seria o encerramento dos serviços e banimento de provedores de internet, sistemas de pagamento e anunciantes em nível internacional.
Pela lei, qualquer site pode ser fechado apenas por ter conexão com outro site suspeito de pirataria a pedido do governo dos EUA ou dos geradores de conteúdo. Ferramentas de busca como o Google, por exemplo, teriam que remover dos resultados das pesquisas endereços que compartilhem conteúdo pirata, correndo o risco de punição.
Quem é a favorAs propostas têm apoio de emissoras de TV, gravadoras de músicas, estúdios de cinema e editoras de livros, que se sentem lesadas com a livre distribuição de filmes e músicas na web, principalmente em servidores internacionais. Disney, Universal, Paramount, Sonyx e Warner Bros. apoiam esses projetos.
Quem é contra
Já empresas de tecnologia como Google, Facebook, Wikipedia, Craigslist, WordPress, entre outros, são contra os projetos de lei, alegando que, caso aprovados, eles teriam menos liberdade da internet e dão poderes em excesso para quem quiser tirar os endereços do ar, prejudicando o funcionamento da web em todo o mundo.
A Casa Branca também se manifestou contra os projetos, afirmando que eles podem atentar contra a liberdade de expressão na internet. Sem o apoio, eles podem sofrer modificações ou até serem diluídos no Congresso e no Senado americanos.
Em mensagem publicada em seu blog no último fim de semana, a Casa Branca afirmou que não pode apoiar "um projeto de lei que reduz a liberdade de expressão, amplia os riscos de segurança na computação ou solapa o dinamismo e inovação da internet global".
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"Todo aquele que ler estas postagens, se tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho do conhecimento e da caridade em direção àquele de quem está dito:Eu sou o Alfa e o Ômega."

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