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sexta-feira, 30 de maio de 2014

PATRIMONIO DA IGREJA CATÓLICA

A história do patrimônio da Igreja Católica

No século 7, a Igreja já era a maior proprietária de terras do Ocidente. Hoje, a Santa Sé opera no vermelho, mas é dona de um patrimônio bilionário e alvo de denúncias de corrupção

Eduardo Szklarz | 04/07/2012 15h54
O papa Leão XIII controlava de perto as finanças da Santa Sé. Tanto que guardava o dinheiro, o ouro e as joias do papado dentro de uma arca de ferro debaixo de sua cama. Quando ele morreu, em 1903, foi um deus nos acuda: ninguém sabia onde estava o baú. O pânico aumentou quando os empregados do Vaticano protestaram por melhores salários - os membros da Guarda Suíça até ameaçaram renunciar. Os assessores encontraram apenas 82 mil liras e joias. Mal dava para cobrir 10% do custo do conclave que tinha eleito o novo papa, Pio X. A agrura só terminou um mês depois, quando o monsenhor Nazareno Marzolini se apresentou com o cofre. Ele explicou que havia recebido instruções para demorar a entregar o dinheiro de modo a lembrar ao novo papa que ele deveria administrar bem o patrimônio da Santa Sé.

O alerta faz sentido. A Igreja sempre penou para lidar com sua riqueza de forma equilibrada. Com o agravante de que vários líderes não foram tão escrupulosos como Leão XIII. No século 11, por exemplo, o papa Bento IX vendeu o cargo por 680 kg de ouro. Foi condenado por simonia (o comércio de sacramentos e postos eclesiásticos) em 1049. Apenas no século 20, a Igreja começou a contratar profissionais para administrar suas finanças - mas volta e meia surge um escândalo. O grande alvo das denúncias tem sido o Banco do Vaticano, que já foi acusado de participar de esquemas de propina de políticos e até de lavagem de dinheiro para a máfia. Em setembro de 2010, as autoridades italianas colocaram sob suspeita 30 milhões de dólares depositados numa conta. Em resposta, o papa Bento XVI criou a Autoridade de Informação Financeira - uma espécie de cão de guarda, que chega com a função de prevenir delitos e garantir mais transparência aos negócios papais. Há pelo menos uma década, a Santa Sé tem um orçamento deficitário.

"Quando Pedro precisou pagar o imposto do templo, Jesus fez um milagre para ele. Desde então, os papas têm rezado por milagres para conseguir seus objetivos", diz o padre Thomas J. Reese, autor de O Vaticano por Dentro.
Clique nas imagens para ampliar (ilustração: Kleber Sales / design: Débora Bianchi)

E apenas rezar não adianta: sem dinheiro, o papa não conseguiria exercer seu magistério. Não poderia pagar funcionários, manter a Cúria Romana (o governo central da Igreja) ou prestar assistência às dioceses necessitadas. Tampouco poderia custear os missionários na África, onde o catolicismo mais cresce hoje. Conseguir recursos foi uma tarefa bastante árdua desde os primórdios da Igreja. No século 1, quando o cristianismo era uma seita perseguida, seus membros se reuniam nas próprias casas. Nesses templos improvisados, eles também coletavam roupa e comida para os mais pobres.

Constantino


A Igreja só pôde possuir propriedades a partir do século 4, quando o imperador Constantino transformou o cristianismo na religião oficial de Roma. Queria utilizar a fé para manter a coesão de seus domínios. Mas não deu certo: a parte ocidental do Império Romano se desmembrou em 476, e quem lucrou mesmo foram os papas, que se tornaram peças-chave do poder político. Sua influência em Roma se comparava com a do Senado local. E sua riqueza cresceu graças aos presentes da nobreza.

Constantino construiu igrejas, doou o Palácio de Latrão, imóveis do Egito às ilhas do mar Adriático e até termas em Roma. Sem falar na avalanche dos regalos de ouro e prata. Com tanta bonança, alguns sacerdotes se esqueciam do voto de pobreza, como Virgílio. Na sua primeira tentativa de se tornar papa, em 536, ele levou sacos de dinheiro oferecidos por Teodora (esposa do imperador Justiniano) para subornar apoiadores para sua eleição.

A Igreja também recebeu doações de líderes do Império Romano do Oriente (Bizantino) e, à medida que a doutrina cristã se espalhava pela Europa, os papas negociavam para ter suas próprias porções de chão. A chamada Doação de Constantino é um atestado dessa "ganância". Atribuído ao imperador, o manuscrito concedia Roma e nacos da Itália e Europa ao papa Silvestre I. Era uma fraude elaborada por volta do século 8 para favorecer o papado na negociação com Pepino, o Breve, mas foi tomada como verdadeira até quase o fim da Idade Média. Nesse meio tempo, garantiu soberania e o controle sobre vastos territórios.

Em 754, Pepino ocupou parte do reino lombardo e, em troca do apoio do papa, doou as terras para a Santa Sé. Era o início dos estados papais (leia à pág. 33). Ali, os sucessores de Pedro instauraram uma monarquia absoluta, acumulando o papel de autoridades civis, líderes religiosos, senhores feudais e chefes de exércitos. "No século 9, os papas eram joguetes nas mãos das famílias da nobreza, como os Spoletos, que se aliavam a milícias e controlavam cidades como Veneza e Florença", diz Brenda Ralph Lewis em A História Secreta dos Papas. O cenário (marcado ainda por escândalos sexuais) tardou a mudar. Bento V, depois de seduzir uma jovem, fugiu para Constantinopla, em 964, levando o tesouro papal. A grana acabou logo, e ele voltou a Roma. "Acabou morto com mais de 100 punhaladas por um marido ciumento."

"Na Idade Média, a instituição não era todo-poderosa", afirma o medievalista Marcelo Pereira Lima. "Havia muitas divergências, negociações e complementação de poderes." Os estados papais ajudaram a tirar as igrejas da esfera de influência da aristocracia local. Mas muitos de seus terrenos continuaram administrados por famílias de sangue azul. E, como diversos membros do clero tinham filhos, parte do patrimônio das igrejas corria o risco de ser engolfada pela herança dos parentes. Entre os séculos 11 e 13, a Igreja de Roma deu uma guinada para botar ordem na casa e montar sua hierarquia. A Cúria (governo da Igreja), a tesouraria e a chancelaria se organizaram, e os cardeais conquistaram autonomia para eleger o papa. A disciplina endureceu contra a simonia e a favor do celibato. "A Igreja se tornou muito maior e intrincada. E o patrimônio também aumentou", diz Lima.

Árbitro

No fim desse período de reestruturação, o papado se destacava como um árbitro da sociedade. Podia até ser em casos de disputa conjugal, como o de uma aristocrata que queria se separar do marido impotente. Se não conseguia resposta do tribunal local, ela apelava ao papa para anular o casamento. Tais pendengas rendiam belas doações.

No século seguinte, os cofres do papado se abasteceram de tributos feudais, donativos e impostos para uso das terras protegidas por suas tropas. A Câmara Apostólica foi criada para gerir as propriedades e os gastos. E a Cúria montou uma rede de coletores de taxas e aluguéis em toda a Europa. Fiéis europeus faziam sua parte enviando o Óbolo de São Pedro, uma doação iniciada com os saxões na Inglaterra, por volta do século 9, e que ia direto ao papa. Os estados papais também geravam renda com tributos, comércio e produção agrícola, embora os custos com defesa e administração fossem elevados. Outra fonte de renda era a venda de indulgências aos fiéis, que assim obtinham a remissão dos pecados. Muitas pessoas até faliam para doar quantias vultosas à Igreja e se garantir no pós-morte.

Como em qualquer organização, porém, o orçamento do papado sempre viveu altos e baixos. No século 16, a cobrança de indulgências para paramentar a Basílica de São Pedro, em Roma, acendeu o estopim da Reforma Protestante. E, com ela, diminuíram os ingressos vindos de terras germânicas, escandinavas e britânicas. A crise se aprofundou no século 18, com a ascensão dos déspotas ilustrados, que buscavam limitar a ingerência da Igreja às questões morais. Em 1789, quando estourou a Revolução Francesa, a Santa Sé chegou à beira do abismo. Dez anos depois, Napoleão deteve o papa Pio VII por quatro anos. Com as ideias liberais correndo livres, propriedades da Igreja foram saqueadas, e seus territórios, desmembrados. A boa relação com a Europa seria retomada após a derrota do francês, em 1815.

Devido à proibição católica que pesava havia séculos sobre o empréstimo com juros (a usura. Em 325, o Conselho de Niceia, impediu empréstimos de clérigos), papas medievais já haviam dependido de banqueiros judeus para sobreviver. No século 19, James de Rothschild se transformou em banqueiro de Roma. Era um paradoxo: desde a Idade Média, a Igreja acusava e perseguia os judeus pela busca do lucro, mas amparava-se neles para manter a própria máquina. Os Rothschilds foram condecorados pelos serviços prestados, mas não conseguiram apoio para melhorar a condição da população judia. E os papas recorreram a outros banqueiros (mesmo protestantes) para se financiar. Com a unificação italiana, em 1870 (e a perda de terras), os impostos minguaram. O sustento veio por meio do Óbolo de São Pedro e de iniciativas como a promoção de bingos - o pilar financeiro de muitas paróquias no século 20.

"Em 1850, o papado se limitava a um pequeno estado semifeudal e dependente das rendas agrárias. Nos 100 anos seguintes, ele se transformou numa holding global com investimentos em agricultura, imóveis, terras, indústria, comércio e ações, distribuídos de Roma a Nova York, de Manila ao Rio de Janeiro", diz John F. Pollard em Money and the Rise of the Modern Papacy (sem edição no Brasil).

Mesmo sem suas rendas tradicionais, a Santa Sé ainda precisava bancar sua enorme estrutura, inclusive as embaixadas (nunciaturas) fora de Roma. Para arrecadar fundos, Pio IX se declarou "prisioneiro no Vaticano" e lançou um novo chamado ao óbolo. A resposta dos fiéis foi mais forte que nunca. A cargo da reforma financeira, o cardeal Giacomo Antonelli aplicou o superávit do óbolo em bancos estrangeiros e comprou ações e bônus no exterior. Graças a Antonelli, no fim do reinado de Pio IX, o Vaticano começou a substituir a exploração de um sistema feudal de riqueza, baseado em latifúndios, pelos investimentos em créditos capitalistas e empresas.

Aos poucos, portanto, o Vaticano aceitava o capitalismo, que tanto atacava. Sob Pio X, a Santa Sé começou a diversificar os investimentos em Roma e a aderir a companhias de saneamento e seguros, entre outros setores. Parte dos lucros era emprestada às famílias aristocráticas romanas, que, assim, tocavam seus empreendimentos. A Primeira Guerra deixou as finanças da Santa Sé na corda bamba. E as doações de católicos americanos tornaram-se cruciais.

Tratado de Latrão

Em 1922, Pio XI assumiu decidido a resolver a "questão romana" (a disputa gerada com a anexação dos estados papais pela Itália) como forma de solucionar os problemas econômicos da Santa Sé. Dito e feito. Em 1929, o secretário de estado do Vaticano e o ditador Benito Mussolini firmaram o Tratado de Latrão. A Itália reconhecia o Estado soberano e pagava 750 milhões de liras em dinheiro e 1 bilhão em bônus do governo para compensar as perdas territoriais. Graças à indenização, a recém-criada Cidade do Vaticano virou um canteiro de obras. E tomou a feição atual. Nos anos 1930, para driblar os efeitos do crack de Wall Street, o Vaticano começou a "globalizar" seus investimentos. A participação em empresas dentro da Itália também cresceu.

Com a derrota italiana na Segunda Guerra, o Vaticano apostou as fichas nos Estados Unidos. O namoro que havia começado nos anos 1920, com as doações das dioceses, virou um casamento com aliança de ouro - quilos de ouro enviados para a Reserva Federal dos EUA, cerca de 7,6 milhões de dólares. Até hoje, suspeita-se que parte desses recursos era fruto de lavagem de dinheiro nazista obtido espuriamente do confisco de judeus. Em 1958, a carteira do Vaticano somava 500 milhões de dólares, além de outros 940 milhões do IOR (Instituto para as Obras de Religião), mais conhecido como Banco do Vaticano.

Os escândalos


A economia dos papas cambaleou de novo nos anos 1960. As ofertas dos fiéis caíram e, em 1968, o governo italiano introduziu uma taxação sobre os dividendos da Santa Sé retroativos a 1942. "Para fugir da mordaça fiscal, o papa Paulo VI iniciou a transferência das participações societárias do Banco do Vaticano para o exterior. Confiou a missão a um sacerdote e a um leigo", diz o jornalista Gianluigi Nuzzi em Vaticano S.A. O sacerdote era Paul Casimir Marcinkus. O leigo, Michele Sindona, um siciliano que controlava aportes de capitais da máfia. Em 1971, já bispo, Marcinkus tornou-se secretário do Banco do Vaticano. "Ambos controlaram a mais maciça exportação de capitais jamais ocorrida nos subterrâneos blindados do Swiss Bank, em parceria com a Santa Sé", diz Nuzzi. Para o autor, que teve acesso ao arquivo do monsenhor Renato Dardozzi, um alto dirigente das finanças papais entre os anos 1970 e 2000, houve uma série de alquimias com os ativos do Vaticano, que passaram de mão em mão para driblar impostos e lucrar em cada participação. As operações teriam servido, por exemplo, de moldura para financiamentos do Partido da Democracia Cristã e da campanha contra o divórcio na Itália. Sindona usaria contas da Santa Sé para transferir o dinheiro da máfia. O siciliano ficou conhecido como o "banqueiro da máfia". Marcinkus era o "banqueiro de Deus". Com Roberto Calvi, principal executivo do Banco Ambrosiano na Itália, formaram um trio "intocável". Os negócios de Calvi incluíam empresas off-shore nas Bahamas. O esquema começou a ruir em 1974, na crise do petróleo. O Ambrosiano entrou em colapso e motivou investigações nos EUA. Em 1978, João Paulo I assumiu o papado disposto a fazer uma limpeza no IOR. No mesmo ano, morreu misteriosamente. "Embora o Vaticano tenha negado qualquer procedimento ilícito, em 1984 o Banco do Vaticano pagou 244 milhões de dólares aos credores do Ambrosiano para que abrissem mão de denúncias", diz Thomas Reese. O episódio nunca foi totalmente esclarecido.

Os segredos continuam sendo a mola mestra das finanças da Santa Sé. O Banco do Vaticano, por exemplo, não publica seus números. AVENTURAS entrou em contato reiteradamente com a Secretaria Geral e o Serviço de Imprensa do Vaticano, mas nenhum deles forneceu informações além das que estão na página da internet. "O Vaticano desenvolve seus negócios em total sigilo, protegendo a delicada relação entre a teocracia e o dinheiro", diz Nuzzi. "As intensas atividades da holding da Santa Sé são um dos segredos mais bem guardados do planeta. Até mesmo o orçamento consolidado da Igreja, divulgado em julho de cada ano, oferece apenas dados genéricos. O silêncio é tutelado a qualquer custo."

Problemas ligados à administração financeira não são exclusivos dos católicos, claro (vide a condenação dos líderes da evangélica Renascer), mas o mesmo sigilo de Roma se repete pelo mundo. Na Alemanha, o cientista político Carsten Frerk tardou anos para apurar a arrecadação das dioceses católicas e protestantes. Concluiu em 2009 que as paróquias alemãs tinham 200 bilhões de euros em patrimônio. E receberam 9,3 bilhões em taxas. "Com o chamado imposto da Igreja, cerca de 9% do que os católicos declarados pagam de imposto de renda ao Estado vai para a Igreja", afirma, relatando ter sido "muito difícil" concluir o levantamento. No Brasil, a CNBB tampouco forneceu detalhes de suas finanças.
A Autoridade de Informação Financeira pode ser uma nova fonte de transparência. "Hoje, o Vaticano enfrenta normas bancárias internacionais mais rigorosas e não pode se dar ao luxo de ter um banco offshore dentro de São Pedro ou manter informações em sigilo", diz Nuzzi.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

MINIMALISMO O ESTILO DE VIDA DOS DISCIPULOS DE JESUS

Aplicando o Minimalismo Na Sua Vida

Aviso: este artigo não é uma “receita de bolo”. Está mais para um “roteiro adaptável”, onde você pode alterar da forma que quiser, já que a essência é a mesma.
Aplicar o minimalismo na sua vida pode, para algumas pessoas, envolver uma mudança radical no estilo de vida, o que pode, também, ser um processo doloroso ou aparentemente envolver uma certa complexidade que, na prática, não existe.
Uma coisa é certa: Não dá para simplesmente acordar de manhã e dizer: “A partir de hoje vou ter uma vida minimalista”. Como tudo na vida que envolve mudanças, precisamos de um mínimo de planejamento. Por isso, elaborei este pequeno passo-a-passo para ajudar você, que quer tentar um estilo de vida minimalista e está com medo de começar.

1 – Entendendo O Que É O Minimalismo

minimalismo foi uma série de movimentos artísticos, culturais e científicos que surgiu no intuito de se expressar com um mínimo de cores, desenhos, palavras. No design, se manifesta com um número mínimo de móveis e objetos.
Aplicado na vida prática, o minimalismo se apresenta como um estilo de vida que a pessoa vive com um mínimo necessário de móveis, objetos e roupas, eliminando tudo o que não é necessário.
Para aplicar o minimalismo, o ideal é que você tenha um planejamento bem feito, para que não se perca durante o processo, e para que o processo de mudança no estilo de vida seja o menos doloroso possível.
Clothes Closet, overstuffed with clothes, Greenwood, Seattle, Washington, USA
Se seu guarda-roupa é assim, está na hora de começar uma faxina.

2 – Decluttering

O decluttering é um termo da língua inglesa que, na melhor tradução, seria “desentulhar”, retirar as tralhas. É um dos processos mais importantes no processo de adaptação ao minimalismo.

2.1 – Como Começar Um Decluttering

Para se fazer um decluttering bem feito, o melhor que ele seja particionado, ou seja, que seja feito apenas um lugar de cada vez, e seja feito com paciência e calma.

2.1.1 – Por Onde Começar?

Escolha um ambiente. Pode ser o quarto, a sala, a cozinha ou qualquer outro que você queira. A não ser que o ambiente que você escolheu tenha apenas uma prateleira ou um único armário, provavelmente este ambiente que você escolheu tem mais de um armário, gavetas, escrivaninha ou prateleiras.
O ideal é que, para que o processo não seja tão demorado ou tão doloroso, escolha apenas um móvel para você organizar e retirar o que não tiver utilidade. Quando eu resolvi adotar um estilo de vida minimalista, o primeiro lugar que resolvi atacar foi o guarda-roupas. Todas as roupas que eu não usei nos últimos seis meses, retirei tudo. A única exceção foi um terno preto básico, que ainda está em ótimas condições e serve perfeitamente. Todo o restante das roupas eu doei para a caridade.
O mais importante a se ter em mente é que, depois de triado todos os objetos que estão em um lugar e escolhidos os que você realmente precisa na sua vida diária, se livre do restante imediatamente, senão você está apenas mudando as coisas de um lugar para o outro.
Depois de finalizado o primeiro móvel ou ambiente, comece imediatamente o próximo. Não se esqueça de terminar sempre um ambiente antes de começar outro, senão você corre o risco de se perder no decluttering.
Normalmente o primeiro lugar sempre é o mais difícil, pois sempre se tem a dúvida do que jogar for a, do que doar e o que manter. Isso ocorre principalmente com pessoas que não tem o hábito de se desfazer de seus objetos. Não é de se estranhar que nesse decluttering você encontre papeis usados como rascunho, os quais você nem lembrava mais, encartes de revistas que você nem assina mais, roupas que não servem mais, que estão manchadas ou for a de moda, objetos que não funcionam mais, sem contar aquele monte de coisas que normalmente se guarda com a desculpa de que “talvez um dia precise”.

2.1.2 – O Que Jogar Fora?

A regra para se desfazer das coisas é muito simples:
- Documentos devem ser guardados, sempre. Se for documentos que não tem mais serventia, podem ser descartados, desde que descaracterizados de forma correta (eu pico em pedaços bem pequenos e separo em três montes, para serem jogados fora em três sacos de lixo diferentes).
- Roupas, se você não as usa a pelo menos seis meses, se precisam de algum tipo de conserto e você guardou e nem lembrava mais ou se não servem, devem ser descartadas. A exceção dessa regra são as roupas para eventos sociais, como ternos ou vestidos longos, desde que sirvam e não precisem de nenhum ajuste, e claro, desde que sejam de cores que não saiam da moda.
- Papeis e revistas que não tenham mais serventia devem ser descartados imediatamente.
- CD´s, guarde somente os que tem algum valor sentimental. Os outros, pondere a hipótese de copiar para o computador e depois presentear alguém com eles.
- Fotografias podem ser agrupadas em álbuns separados por anos ou por temas. Considere a hipótese de escanear e guardar em formato digital. As fotos de pessoas que você não sabe ou não lembra mais quem são, as fotos tremidas, manchadas ou borradas, com péssima definição de imagem podem ser descartadas.
- Para os outros objetos, veja se você os utilizou no último ano. Se sim, eles podem ficar. Se não, descarte-os imediatamente. A probabilidade de você precisar usá-los no próximo ano vai ser muito pequena e não justifica a guarda de algo que só vai ocupar espaço.

2.1.3 – Não Tenho Tempo Para Essa “Faxina”

Para as pessoas que não tem tempo, ou para aquelas que acham que não vão conseguir se livrar das coisas, o Léo Babauta, do Zen Habits, dá duas dicas muito fáceis de serem seguidas:
O decluttering de 15 minutos, que é feito programando um despertador para tocar depois de 15 minutos, e neste tempo você se dedica exclusivamente ao decluttering. Terminado os 15 minutos, você pode começar outro período de 15 minutos, dependendo de sua disponibilidade de tempo, ou então fazer mais 15 minutos de decluttering outro dia.
- A regra do 1-2, que é mais voltada para mudar o nosso hábito de consumo. Para cada um objeto que você adquire, dois devem ser descartados. Dê preferência para descartar objetos semelhantes aos que você comprou.
Não deixe de acompanhar os próximos artigos, onde falarei mais sobre a aplicação do minimalismo na vida diária. E não deixe de comentar o que achou do artigo.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

PROFETA DECLARA O BRASIL COMO A NAÇÃO MAIS PECADORA DO MUNDO

“Este é o lugar mais pecador que já estive”, diz profeta a fiéis da Capital

Durante 3 horas, fiéis ouviram atentamente como se preparar para a volta de Jesus (Foto: Marcos Ermínio)Durante 3 horas, fiéis ouviram atentamente como se preparar para a volta de Jesus (Foto: Marcos Ermínio)
Depois de mais de três horas, o discurso de David Owuor, o “profeta” que faz chover, previu furacões e curou enfermos pelo mundo, resumiu-se a uma mensagem para a Igreja e aos fiéis: estejam prontos para a volta de Jesus.
Ora por metáforas, ora sem sutileza alguma, o pastor queniano falou abertamente sobre questões polêmicas, e não poupou críticas aos homossexuais, às roupas curtas e ao “pecado sexual”. Ele não hesitou em dizer que o Brasil “é o número 1 do mundo em pecado”. Essas questões, denominadas pelo pregador como “manchas da Igreja” seriam o motivo do despreparo do homem para o retorno de Jesus.
Neste ano, além de Campo Grande apenas outras duas capitais do país receberam a visita de David – São Paulo e Rio de Janeiro. “Escolhi Campo Grande porque Jesus falou comigo. Agora, com a minha chegada, vocês estarão prontos para receber o Messias. Vocês devem sair do pecado e se arrepender para recebê-lo”, iniciou em inglês, sempre seguido da tradução de um intérprete.
Para o profeta, a Igreja e seus fiéis “pararam no tempo”, enquanto a volta de Jesus está próxima. “Como é possível a Igreja alegrar-se com o mundo, enquanto o relógio já mudou?”, questionava. Os líderes das Igrejas foram os mais criticados. “Ovelhas são ovelhas, e sempre vão obedecer. Como querer repreender o pecado, se você está no pecado?”, bradava.
Saia curta e gays - “Porque ainda temos meninas no culto com saias curtas e calças apertadas, que vão para mostrar a silhueta?”, emendou, em meio à aplausos e gritos de “Aleluia!” da platéia.
Segundo David, o “pecado sexual” da vestimenta é a primeira mancha da Igreja brasileira. “Quando cheguei ao Brasil e entrei no carro, queria fechar os olhos para não ver. Se você olhar o vestido das mulheres, você verá que o Brasil foi para o inferno”, disse ele, que foi mais além ao afirmar que “no reino de Deus, não haverá cristão moderno” e, por isso, homossexuais e bissexuais não podem ser aceitos na Igreja.
Prosperidade – Também alvo de duras críticas, David pregou o fim do “evangelho da prosperidade”. “Não existe um contrato entre o senhor Jesus Cristo de que garanta segurança e prosperidade. Não é dê e receberá em dobro”, disse, emendando que “falsos apóstolos” pregam a necessidade de enriquecimento. “São esses que pregam no púlpito e, em seguida, bebem e fumam”.
“Vim para varrer as minissaias, calças apertadas, mentiras, falsidade, prosperidade, fumo e a bebida. Se esforcem para viver em paz com todos os homens e serem santos”, finalizou ao público que o ouvia atentamente no Parque das Nações Indígenas.
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"Todo aquele que ler estas postagens, se tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho do conhecimento e da caridade em direção àquele de quem está dito:Eu sou o Alfa e o Ômega."

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