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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

PASTOR TAMBEM PRECISA SER PASTOREADO!

Pastor Também Precisa de Pastor?

Liderança Por David Kornfield

O que as seguintes pessoas têm em comum?

- O homem que tem pastoreado por quarenta anos, mas, só tem um ano de experiência... e vem repetindo por quarenta vezes!

- O pastor que vê mais e mais seus líderes com problemas sérios em seus casamentos ou famílias, mas lhe falta a autoridade para discipliná-los e aconselhá-los, uma vez que ele tem problemas parecidos.

- A esposa de pastor que já não agüenta mais, porque seu marido não lhe fala d'outra coisa, a não ser relatar como vai o ministério da igreja, e de instruções quanto ao que ela precisa antes do seu próximo encontro pra reunião.

- O co-pastor que lamenta: "Eu tenho andado bem próximo ao pastor, por quatro anos, e ele nunca compartilhou nada de sua vida pessoal comigo".

- O pastor que está pronto para deixar um ministério frutífero, porque a denominação não lhe paga o suficiente para sobreviver. Ao mesmo tempo, ele não comunica a outros suas necessidades financeiras, porque acha que seria falta de fé ou muito humilhante.

O que estas pessoas têm em comum? Cada qual tem problemas, mesmo que, às vezes, não estejam conscientes disso. Nenhum deles sabe como resolver os problemas. Cada qual é pastor ou esposa de pastor. E, para cada um deles, falta alguém com autoridade espiritual e maturidade para estender um cuidado para suas vidas.

Quantos pastores e esposas de pastores têm alguém que lhes dá cuidado pastoral? Dez por cento? Cinco por cento? Um ou dois por cento? É difícil dizer, mas, o que podemos dizer é que para a maioria de nós, que somos pastores, falta um pastoreio para nossas próprias vidas.

Isto pode nos levar a uma outra pergunta. O que é pastoreio? Muitos diriam que o pastoreio tem muito a ver com a pregação. Outros destacariam o evangelismo. Outros, fazendo uma análise do seu tempo, observariam que passam mais tempo em administração do que em qualquer outra atividade. Sem dúvida o pastoreio inclui todas estas atividades.

Mas o trabalho principal do pastor, olhando o modelo bíblico, é de cuidar do rebanho. Salmo 23 não fala de pregar, ou evangelizar, nem de administrar. E quando Jesus explica o que é um bom pastor, também não fala dessas atividades. Ele fala de conhecer intimamente as ovelhas, cuidar delas e as ajudar a se desenvolver (João 10). Este cuidado é o que Deus cobra dos pastores de Israel em Ezequiel 34. Quero sugerir que o coração do pastoreio é o cuidado e desenvolvimento do rebanho.

Com isto em mente, poderíamos definir o pastoreio desta forma: O pastoreio é o cuidar e o desenvolver os santos para poder apresentá-los perfeitos ao grande Pastor, Jesus Cristo.

Dada a definição, podemos voltar à pergunta: o pastor precisa de um pastoreio? Ele é ovelha também, ou já não tem necessidades como as outras pessoas? É um super-homem ou precisa de um cuidado para a vida dele? Ele é gente de carne e osso ou já alcançou a perfeição?

A resposta a estas perguntas parece óbvia. Mas a prática de vida de muitos pastores nega o óbvio!

Algumas denominações tem um dia mensal para o obreiro. Mas essas reuniões ou tratam de assuntos administrativos ou têm pregações gerais que, muitas vezes, não atingem as necessidades específicas dos pastores. Outras denominações tem superintendentes ou bispos para supervisionar os pastores. Mas, raras vezes, isto acontece de forma que o pastor sinta o calor de um cuidado pastoral pessoal. Algumas cidades tem conselhos de pastores que se reúnem mensalmente. Isto ajuda com um certo nível de comunhão e unidade, mas, raramente estes pastores chegam a ter o tipo de relacionamento onde poderiam compartilhar problemas íntimos.

E se estas atividades não atingem as necessidades dos pastores, como será, então, para as esposas de pastores? Geralmente estas atividades não incluem as esposas. Se o pastor é isolado ou solitário, a esposa do pastor geralmente é o dobro!

Está tudo bem? Podemos continuar como estamos? Uma vez que temos funcionado assim por muitos anos, precisamos mudar? Mudar costumes, hábitos e mentalidades estabelecidas por muitos anos será difícil. Podemos continuar ignorando os problemas pessoais de pastores e suas esposas e manter o ministério como sempre temos feito?

Seria bom perguntar: O que acontece quando um pastor não tem alguém que estenda o cuidado pastoral para a vida dele?

1. Ele sofre. Não tem um meio de ser real, de abrir-se, de expressar suas dores e dificuldades. Ele não cresce como deve por que ninguém o está ajudando superar pontos fracos. Ele facilmente se esgota, sempre dando e nunca recebendo. E, muitas vezes, a igreja, a denominação ou até mesmo o pastor, acha que deve ser assim porque considera que isto é uma indicação de que ele está dando a sua vida pelas ovelhas.

2. Sua esposa sofre. Todo homem que tem um chamado para o ministério, se for honesto, vai admitir que ele facilmente deixa o ministério tomar prioridade em relação à esposa. Muitos tem brincado que o pastor tem duas mulheres: a igreja e a esposa. É comum um homem não crente, com duas mulheres, dar menos atenção e entregar menos de seu coração à sua esposa do que à segunda mulher. O pastor tem de lutar contra a mesma tendência e, muitas vezes, perde a luta. Até pode ser que pare de lutar e deixe o ministério dominar sua vida.

3. Os filhos sofrem. Quantas vezes filhos de pastores querem ser qualquer coisa menos pastor. Ainda quando sentem um chamado para o ministério, geralmente têm em mente ser outro tipo de ministro ou pelo menos não ser um pastor como o seu pai. Um fator que se encaixa aqui, em muitas denominações, especialmente as pentecostais, é a falta de honra financeira dada ao pastor.

4. Os líderes da igreja sofrem. Eles não recebem um cuidado pastoral para suas vidas porque o pastor não sabe compartilhar o que nunca recebeu. Quando eles vêem problemas na vida do pastor, muitas vezes, sentem que têm que chegar a soluções políticas, porque não existe alguém a quem eles poderiam recorrer para exortar o pastor. E os líderes reproduzem o modelo de ministro que o pastor demonstra: negligenciando suas famílias, sendo fortes e fechados. Quando eles têm problemas, em muitos casos, não os levam para o pastor, porque sabem que ele é ocupado demais ou temem que ele possa julgá-los por seus problemas, ao invés de ajudá-los.

5. A igreja sofre. Quando o pastor, sua esposa, seus filhos e os líderes da igreja sofrem, é impossível que a igreja não sofra! Além disso, os membros geralmente tomam o pastor como modelo de um crente maduro e procuram imitá-lo. Em muitas igrejas isso quer dizer que o "crente exemplar" está enredado no ativismo, não admite problemas pessoais,
acha que já conhece tudo que precisa, e encoraja (e até exige) que os outros sejam como ele.

6. O mundo sofre. Jesus falou que o amor seria a marca que convenceria o mundo de que somos seus verdadeiros discípulos (João 13.34,35). A igreja e o pastor que têm as qualidades indicadas acima não atrairão os descrentes como Deus está querendo. É interessante que pastores têm dito que eram muito mais abertos quando não eram crentes. Eles aprenderam a fechar-se na igreja. Por incrível que pareça, existem coisas boas no mundo que passamos a negar dentro da igreja!

7. Deus sofre. Ninguém sofre sem que Deus sofra também. Se nós pudéssemos ver o coração de Deus em relação a seus pastores, em muitos casos, veríamos um coração quebrantado. Deus ama tanto a seus pastores que sente muito por eles não receberem um amor e cuidado para suas vidas.

Se nos convencermos que pastores e suas esposas precisam de alguém para estender um cuidado pastoral para suas vidas, devemos passar urgentemente a outra pergunta: como um pastor e sua esposa podem experimentar um cuidado pastoral?

Num certo sentido a resposta não é complicada. Existem vários modelos de pastoreio de pastores que são bons. Por outro lado, a resposta não pode ser muito simples porque estamos falando de uma mudança de atitude, de valores e de uma mudança de vida.

Nós procuramos responder a este desafio de duas formas. A primeira é treinar pastores em como formar discipuladores, começando com a liderança principal de sua igreja. A maioria dos pastores do Brasil entende o discipulado de forma diferente da que Jesus entendeu. Acham que o discipulado é um trabalho, de um a três meses, desenvolvido para ajudar novos convertidos; especialmente aqueles que estão se preparando para o batismo. Em nosso trabalho enxergamos o discipulado de uma forma radicalmente diferente, procurando a perspectiva do próprio Jesus, pois, para Ele, o discipulado foi a formação dos principais líderes da igreja que iriam reproduzir. O movimento de discipulado pretende ajudar o pastor na formação de seus principais líderes, para que estes, por sua vez, comecem seus próprios grupos de discipulado, selecionando as pessoas que teriam a maior possibilidade de liderar outros grupos. Neste movimento cada pastor (e cônjuge de pastor) tem a opção de ter um pastor discipulador e participar de um grupo de discipulado com outros pastores, experimentando, assim, um pastoreio em sua vida.

A segunda forma de respondermos à necessidade do pastor ser pastoreado é por meio de encontros, de três ou quatro dias, onde pastores e esposas podem experimentar o que é um grupo de apoio pastoral. Nesses encontros também procuramos oferecer ferramentas e treinamento prático em várias áreas, como a de desenvolver uma equipe pastoral na igreja local. Normalmente só fazemos estes encontros onde já existe uma boa base pastores envolvidos no movimento do discipulado. Temos visto que estes encontros funcionam melhor quando são feitos de forma denominacional, com o apoio e participação da liderança estadual ou nacional.

Se você tem alguma experiência para oferecer ou conhece alguém que está fazendo um bom trabalho de pastoreio de pastores, por favor, comunique-se conosco. Da mesma forma, se você quiser mais informação sobre o nosso ministério, dentro do que foi colocado acima, estamos à disposição.

Para obter mais informações sobre Pastoreio de Pastores, acesse o site www.mapi-sepal.org.br


David Kornfield é missionário da Sepal e lidera o MAPI. Formou-se em Antropologia na Universidade de Wheaton, fez mestrado em Educação (Azusa Pacific University) e Antropologia (Universidade de Chicago) e doutorado em Educação Comparativa (Universidade de Chicago). Trabalha no discipulado desde o ano de 1974. A partir de 1991, dedicou-se especificamente à formação e treinamento de pastores e discipuladores. Casado com Débora, tem quatro filhos.

4 comentários:

  1. PASTOREIO DE PASTORES - PARTE I

    "Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo: se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema" (Gl.1:8).
    Amado irmão em Cristo, Shalom Lecha, Paz Seja Convosco!
    Quero parabeniza-lo pelo bem articulado artigo da autoria de tão ilustrado autor, contudo, no mérito, e, com todo respeito, ouso discordar, apresentando humildemente, minha refutação fundamentada nas Sagradas Escrituras.
    Se olharmos, nem tão atentamente assim, vamos verificar nas Sagradas Escrituras que o Senhor Jesus Cristo jamais mandou pastorear pastores. Jesus mandou pastorear ovelhas. Claro que, ainda que pastores, originalmente, somos ovelhas, mas ovelhas do nosso Sumo Pastor que é Cristo Jesus, e não de outros homens, por mais cultos, intelectualizados ou experientes que possam ser. Até que não seria uma má idéia. O problema é que, nem o Senhor Jesus, nem qualquer outro apóstolo criou, falou, nem tampouco, especulou qualquer coisa que, ainda de longe, parecesse com isso.
    O maior teólogo do Evangelho, Apóstolo Paulo, mandou estabelecer líderes das comunidades cristãs, e recomendou que estes homens atendessem a determinados requisitos, sem os quais, não poderiam ocupar o ministério. Disse o Apóstolo: "se alguém ameja o episcopado, excelente obra deseja". Logo depois ele prossegue: "convém, pois, que o bispo seja.....". É como se Paulo estivesse dizendo, você quer o episcopado, o ministério? Ótimo, mas, primeiro, voce tem que se enquadrar nesses requisitos.
    Vejamos alguns:
    1 - Ápto para ensinar.
    Só pode ser ápto para ensinar, aquele que aprendeu e viveu o que aprendeu. A doutrina de Jesus Cristo era perfeita, pois diziam que ele ensinava com autoridade. E onde estava essa autoridade? Jesus pregava o que vivia e vivia o que pregava. O conhecimento teológico é extremamente importante, mas não é nada sem a experiência; na verdade um complementa o outro. “Vede, isto tão somente achei: que Deus fez ao homem reto, mas ele buscou muitas invenções” (Ec.7:29). A teologia profissional desde a muito se afastou das Sagradas Escrituras e dos púlpitos; passaram a criar construtos, se perderam em ciências e conhecimentos seculares, e fizeram deles vetores da Palavra de Deus, quando, na realidade deveria ser o inverso. A verdadeira teologia é aquela que sistematiza e ordena as doutrinas bíblicas, e não dessas que criam doutrinas sobre aquilo que Deus não sistematizou. Mesmo porque, a bíblia em momento nenhum emprega a palavra Teologia, mas sim, o didakhe, ou seja, doutrina. Em termos de doutrina ninguém, nem os anjos do céu estão autorizados a ultrapassarem aquilo que Jesus Cristo e os Apóstolos nos escreveram, bem como, o testemunho expresso na antiga aliança, dos patriarcas aos profetas. Em outras palavras, a verdadeira teologia, como um "pensar sobre Deus", necessariamente, tem que ter sua base escriturística principal nas Sagradas Escrituras, podendo até se valer, complementarmente, assessoriamente, da história, da etimologia, da arqueologia, da antropologia, da geografia. A verdadeira teologia necessariamente tem que desembocar no púlpito, porque é a partir dali que a ovelha recebe toda a direção e orientação para sua vida espiritual. E para isso, é necessário que no púlpito haja um homem experiente, forte, provado, cascudo, amoroso, piedoso, dependente de Deus, disposto a sofrer, se necessário, seja por amor daquele que se sacrificou por todos nós na cruz do calvário, seja pelo prazer de resgatar almas para o Reino.

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  2. PASTOREIO DE PASTORES - PARTE II

    2 - Governar bem sua casa.
    Repare que Paulo emprega a palavra "governar", do grego "proistemi"= estar diante; presidir; estar acima (hierarquicamente); de "pro"= antes, diante de + "histemi"= permanecer. É a mesma palavra empregada quando se refere ao prebiterato (ministério) em 1Tm.5:17 "os presbíteros que GOVERNAM bem sejam estimados por dignos de duplicada honra....". Isto significa que ministério é ofício espiritual que envolve, dentre outras coisas, GOVERNO. Este requisito significa, que o candidato ao ministério passa pelo teste invisível da administração doméstica: ser bom marido, bom pai, governar com sabedoria sua casa; ter consciência que as primeiras ovelhas que Deus lhe confiou, na verdade, são sua esposa e seus filhos, e que, se não for capaz de cuidar bem deles, e da sua casa, jamais estará ápto a cuidar do rebanho de Deus, do qual terá que dar conta no grande e terrível dia do Senhor. E aí já se vê onde inicia a preparação e a experiência de um Bom Pastor.
    3 - Não neófito e bom testemunho.
    Todo candidato ao ministério, antes de mais nada, precisa ser vocacionado. Essa vocação reside na experiência que o homem de Deus tenha adquirido com o Senhor. Todos temos problemas; isso é um efeito colateral do ser humano vivo; morto não tem problemas. A questão não é o ter problema, mas sim, como encaminhar e solucionar bem esses problemas: saber ouvir, saber falar, saber entender. A bíblia, enquanto Palavra Viva de Deus, sempre foi e continua sendo a fonte de toda e qualquer orientação para quem quer que dela se utilize, do ímpio ao Pastor, Bispo, diácono e etc: "toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruido para toda boa obra" (2Tm.16-17).

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  3. PASTOREIO DE PASTORES - PARTE III

    A respeito do sofrimento.
    O Senhor Jesus Cristo não deixou ninguém enganado. Ele disse: "tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo" (Jo.15:33). Não há profeta que não passe pelo deserto. Antes de iniciar seu ministério, Jesus foi compelido pelo Espírito Santo para o deserto. Jejuou 40 dias e 40 noites, logo depois, teve fome e foi tentado por satanás. Todos nós temos que passar por sofrimentos. É justamente neles que recebemos nosso batismo de fogo (Mt.3:11). Jesus Cristo sofreu, e sobre isso, nos ensinou: "lembrai-vos da palavra que vos disse: não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós...." (Jo.15:20). Em Mt.11:12 Jesus afirma que "...o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele". Mais tarde, Paulo vai corroborar esta afirmação dizendo que "por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus" (At.14:22). Ele mesmo, Paulo ouviu do próprio Senhor Jesus: “a minha graça te basta, PORQUE O MEU PODER SE APERFEIÇOA NA FRAQUEZA”. Então, o apóstolo conclui: “De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo, porque, QUANDO ESTOU FRACO ENTÃO SOU FORTE” (2Cor.12:9-10). Essa afirmação ele vai corroborar mais tarde, quando diz: “sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundência como a padecer necessidade. POSSO TODAS AS COISAS NAQUELE QUE ME FORTALECE” (Fp.4:12-13). Em Hebreus 10:38 diz a Palavra que "o justo viverá pela fé, e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele". Sobre esse mesmo aspecto, Paulo anima Timóteo a ter fibra nos momentos difíceis: "sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo" (2Tm.2:3); "sofre as aflições; faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério" (2Tm.4:5). Paulo diz ainda que o "obreiro", no sentido lato, deve procurar apresentar-se a Deus aprovado, não ter do que se envergonhar, e que manejar bem a Palavra da Verdade (2Tm.2:15; Tt.1:5-9). Em momento nenhum o apóstolo manda estabelecer "pastoreio de pastores". Pastor tem o governo da Igreja, não precisa ser governado, a não ser pelo próprio Espírito Santo: "obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles, porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar conta delas, para que o façam com alegria, e não gemendo, porque isso não vos seria útil" (Hb.13:17).
    A autoridade espiritual que o Senhor Jesus nos conferiu, foi distribuir no corpo o ministério que originalmente é DEle. Vemos isso claramente em duas passagens: 1 - Ef.4:11 "Ele mesmo deu uns para apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores"; 2 - Rm.12:6-8 "De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: se é....ministério, haja dedicação em ministrar...".

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  4. PASTOREIO DE PASTORES - CONCLUSÃO

    Em nenhuma outra passagem se verifica, pela menor interpretação, nem "a fortiori", nem por “euxegese”, que Jesus Cristo tenha instituído ou autorizado o apóstolo Paulo a instituir pastoreio de pastores. Quando Jesus fala para Pedro em Jo.21 ele diz e repete: apascenta minhas ovelhas. Pastor apascenta ovelhas, e não outros pastores. Ora, isso não quer dizer que um pastor não possa ter uma assessoria, ou em algum momento mais complicado, consultar algum companheiro de ministério, mais experiente, com quem possa trocar idéias, em mesmo nível, que possam ajudá-lo a visualizar alguma outra alternativa para uma solução. Nenhum problema! Agora, institucionalizar isso, a ponto de chamar de "ministério"? de "pastoreio de pastores"? sinceramente, à luz das Sagradas Escrituras, isso é uma verdadeira heresia. Aliás, o próprio Senhor Jesus se identifica como o Bom Pastor. Ele diz duas coisas que vão identificar o "bom pastor":1 - conhece suas ovelhas, e das suas ovelhas é conhecido; 2 - dá a vida pelas suas ovelhas. Ora, logo se vê que ministério não é coisa pra qualquer um: tem que ter fibra; tem que ser batizado no fogo das lutas, porque é da fornalha que saem os diamantes mais belos. Hebreus 12:1-4 nos deixa uma grande lição: corramos com paciência a carreira que nos está proposta; olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual suportou a cruz desprezando a afronta; ainda não resististes até ao sangue combatendo contra o pecado. Pastor que necessita de cuidados pastorais de outro, precisa imediatamente deixar o ministério, pedir perdão a Deus, se converter, e ler a bíblia novamente, bem devagarzinho.

    Espero que de alguma forma, possa ter contribuído respeitosamente para uma visão alternativa acerca deste tema, não tendo a pretensão de criticismo ou reacionismo.

    Que Deus o abençoe, em Nome de Jesus Cristo!

    Do Comentarista:
    Pastor Roldenyr Cravo
    Pastor Auxiliar na Igreja do Evangelho Quadrangular, Sede Metropolitana do bairro Democrata- em Juiz de Fora - MG.,
    Bacharél em Direito
    Pós-Graduado em Sociologia da Punição
    Bacharél em Teologia
    Especialização em História da Teologia e História da Igreja Cristã
    e-mail: cravocassia@hotmail.com

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"Todo aquele que ler estas postagens, se tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho do conhecimento e da caridade em direção àquele de quem está dito:Eu sou o Alfa e o Ômega."

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