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sábado, 24 de março de 2012

O DIA DO RPG

RPG vira a mesa

Evento nacional inédito do jogo em Curitiba reúne 500 pessoas e abre espaço para uma visão sem preconceitos sobre a prática
Reportagem Flávia Silveira e Manuela Salazar
Edição Ivan Sebben
Flávia Silveira
Cristopher Mattoso vestido para o Live-Action, um misto de teatro e RPG em que os jogadores encenam o
Cristopher Mattoso vestido para o Live-Action, um misto de teatro e RPG em que os jogadores encenam o "script" ao vivo
Manuela Salazar
No RPG os jogadores se reúnem para viver um faz-de-conta com anões, elfos, duendes e guerreiros. Na foto, o jogo de cartas
No RPG os jogadores se reúnem para viver um faz-de-conta com anões, elfos, duendes e guerreiros. Na foto, o jogo de cartas
Memorial de Curitiba, 10 de março de 2007, sábado ensolarado, duas horas da tarde. Homens e mulheres aglomerados em volta de mesas de plástico, à primeira vista, estão conversando. Chegando mais perto, sobre as mesas há tabuleiros, cartas, dados, bonecos: jogam RPG. Sigla para Role Playing Game, ou “Jogo de interpretação de papéis”, o RPG ganhou dois dias só seus, 10 e 11 de março, no Dia D RPG, evento simultâneo em 21 cidades brasileiras que reuniu adoradores do jogo e curiosos.
A idéia do Dia D RPG surgiu numa lista de discussões on-line, em que participam jogadores de todo o país. A data seria a comemoração da “maioridade” do RPG no Brasil, pois se estima que o jogo chegou aqui há 18 anos, quando a Devir, maior editora de RPG em português, lançou o primeiro livro traduzido.
Em Curitiba, com patrocínio da livraria Devir, da ONG Ludus Culturalis, das lojas de RPG Itiban e Warlands, entre outros, e apoio nacional da revista Dragão Brasil e local da Fundação Cultural de Curitiba, o evento levou nos dois dias cerca de 500 pessoas ao Memorial. Segundo o organizador, Roberto Fujii, a proposta principal foi atrair novos jogadores. “O nosso mote é ‘venha conhecer o RPG’”, afirmou. O evento, porém, não deixou de atender aos fãs antigos do hobby, oferecendo mesas de jogos, campeonatos e palestras educativas.

Quem é o RPGista?

Um hábito exclusivo de jovens vestidos de preto, anti-sociais ou nerds, praticantes de magia negra e… esquisitos? Quem vê o RPGista sob esse estereótipo irá se surpreender com Luciano de Sampaio, 26 anos, jogador há 14. O rapaz, de moicano descolorido e fala ligeira, é estudante de Design da UTFPR, fotógrafo e DJ e diz adorar sair: “Tô sempre na balada”. Também costuma freqüentar museus e ouvir ópera para relaxar, mas não deixa de lado a música eletrônica e o rock dos anos 80.
Luciano considera o RPG um incentivo muito grande para ler, principalmente depois do surgimento de aventuras do jogo inspiradas nos livros Harry Potter e Senhor dos Anéis. “Acho excelente, tem mais gente jogando e mais gente lendo”, completa. Nessa onda, o publicitário Anderson Pereira, mestre de RPG há 19 anos, criou um grupo para representar uma adaptação brasileira de Harry Potter, utilizando figuras do nosso folclore. A Ebam, Escola Brasileira de Artes Mágicas, é um grupo Live-Action (ação real), ou seja, eles encenam o jogo ao vivo, como num teatro. A Escola se reúne mensalmente e conta com participantes de 13 a 45 anos.
Dentre eles, está Cristopher Mattoso, 17, estudante do Ensino Médio, que interpreta o personagem Cold Mythrill, “um piá de 13 anos, que acha que é o cara”, descreve com humor. Foi escrevendo e interpretando “peças” na Ebam, aliás, que Cristopher perdeu a timidez. “Quem começa a jogar RPG vai se soltando. Aquela pessoa bem tímida, que nunca falava, chega ao palco todo ‘espalhafatosa’”, conta.
Um dos tabus do RPG é o fato de as garotas serem minoria. Laiza Dias, 20, estudante de Engenharia de Produção na PUC, nota falta de interesse das meninas - que acham o jogo “coisa de menino tonto” - e algum preconceito por parte dos rapazes também. Segundo ela, eles dizem coisas como “ai, uma menina no jogo?!”.
Sua amiga, Angélica Romeros, 20, estudante de Filosofia da UFPR, acha que isso tende a melhorar conforme o garoto amadurece. Revela que alguns até gostam da presença de mulheres no jogo. O criador da Ebam, Anderson, concorda com ela, já que na Escola o número de homens e mulheres participando das sessões de Live-Action é bastante equilibrado.

Criar, escrever, interpretar e narrar: a imaginação é o limite

O Role Playing Game é um jogo de estratégia e imaginação, em que os jogadores interpretam personagens em diferentes mundos, vivendo aventuras e superando desafios de acordo com as regras do sistema escolhido. Dentre as várias modalidades de RPG - cartas, jogos on-line e até sessões de jogo em ação real – uma das mais praticadas é o RPG de mesa.
Baseado em regras contidas em um livro, no RPG de mesa cada participante cria um personagem, define suas características físicas e comportamentais principais, que guiarão suas ações durante a partida, ou “aventura”, como é chamada. Além dos jogadores, há o narrador, ou mestre, que narra a aventura. O que não é determinado pelo mestre é jogado nos dados, que mostram a probabilidade da ação desejada pelos jogadores ser realizada.
Sem vencedor ou perdedores, todos ganham no RPG, o que vale é a diversão. “O jogo preza a amizade, cooperação, socialização e resolução de problemas. Nunca uma partida de RPG incentivaria a violência contra outras pessoas, os jogadores interpretam apenas heróis”, explica Marcelo Del Debbio, arquiteto e designer de jogos.

RPG x polêmicas e preconceitos

O maior empecilho para a popularização do jogo no Brasil é o preconceito sofrido por RPGistas em geral. “Minha mãe tinha muito preconceito, principalmente depois da história da menina de Ouro Preto. Então, reuni o pessoal com quem eu jogava e levei em casa e mostrei 'olha, mãe, é isso', então ela viu que não tem nada a ver”, relata Angélica.
A tal “história da menina de Ouro Preto” é de Aline Silveira, morta a facadas em 14 de Outubro de 2002. O crime foi atribuído a um ritual de magia negra, e como a menina era RPGista, sobrou para o jogo. O procurador da República em Minas Gerais na época, Fernando de Almeida Martins, abriu um procedimento jurídico para tentar proibir o jogo no Brasil.
Fatos como esse repercutem mal para o jogo e seus adeptos. “Você fala pra alguém que joga RPG, já te olham diferente, pensam que você é um assassino em potencial”, diz a RPGista Laiza. A Daemon editora, que publica livros e acessórios do jogo no Brasil, publicou em seu site uma carta aberta à imprensa, RPG inocente, para tentar esclarecer e reverter o quadro de mal entendidos que associou ao jogo e seus praticantes o episódio de Ouro Preto e outros dois crimes.
Entretanto, a mesa começa a virar e os jogadores de RPG começam a ser aceitos. Desde quando surgiu nos Estados Unidos, em 1974, até os seus mais de cinco milhões de adeptos atuais em todo o mundo, vem ganhando força como ferramenta educacional, lúdica e de socialização.
Lucas Loureiro Nunes, 22, estudante de História da Faculdade Espírita, utiliza o jogo em sala de aula para explicar acontecimentos históricos como a Revolução Francesa. E garante que o RPG tem valor pedagógico: “O aluno consegue se transportar para uma determinada época, assimilando melhor o conteúdo”. O jogador Luciano Sampaio é também otimista, e brinca: “Aos poucos as pessoas estão começando a ver que não somos um bando de satanistas assassinos”.

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