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sexta-feira, 1 de julho de 2011

CRENTES NOVELEIRAS DE PLANTÃO, NO CÉU NÃO ENTRA NÃO!

Telenovela é coisa só de mulher?
O crente e as novelas
Flávio Drummond


Teledramaturgia inofensiva ou ferramenta poderosa para se transmitir mensagens com os mais variados propósitos? As novelas, normalmente relacionadas ao público feminino, são o principal produto de exportação da televisão brasileira. As obras “tupiniquins” do gênero fazem ou já fizeram parte da programação televisiva de mais de 120 países, como Rússia e Portugal, além de boa parte da América Latina.
O primeiro folhetim televisivo nacional a ir ao ar no “estrangeiro” foi “O Bem Amado”, de Dias Gomes, que a Rede Globo trouxe ao mercado nacional em 1973. A mais exportada ainda é a trama de Benedito Ruy Barbosa “Terra Nostra” (2000), também da Globo, sucesso por aqui no horário das 21h e que a emissora comercializou com 86 países.

“Em ‘Belíssima’ há, por exemplo, a personagem Rebeca (Carolina Ferraz) que faz questão de ser amante. Isso deturpa valores de família. Mas a trama é interessante”, opina Rejane de Assis, que gosta de novelas
A linguagem acessível aos brasileiros mais humildes é um forte atrativo para que as novelas sejam vistas por um número cada vez maior de pessoas. A tendência atual de difundirem neologismos (palavra criada na própria língua ou adaptada de outra) tem origem no fim da década de 1960, quando “Beto Rockefeller” (1969), de Bráulio Pedroso, foi um marco do período pela extinta TV Tupi. Na ocasião, Pedroso influenciou o linguajar dos brasileiros ao contar a história do malandro Beto Rockefeller (Luiz Gustavo), que se fazia passar por um milionário.
Outro fator a ser destacado é a identificação do espectador com o gênero e seus personagens, por vezes, tão sofridos e sonhadores quanto ele próprio. As novelas servem hoje como uma espécie de “válvula de escape”. No afã de se desligarem de uma realidade que não lhes agrada, pessoas, em geral mulheres, recorrem ao mundo fictício das telenovelas.
A maioria das obras passa uma imagem de “mundo perfeito”, onde os romances são repletos de emoção e o bem sempre vence no fim. Janete Clair, ícone do formato nos anos 70, analisou certa vez: “Novela, o próprio nome já define: um novelo que vai se desenrolando aos poucos”. Em seu auge profissional, a dramaturga escreveu “Irmãos Coragem”, “Selva de Pedra” e “Pecado Capital”, entre outras.

“Terra Nostra”, exibida em 2000, é a novela mais exportada, já tendo sido comercializada em 86 países  

ONDE TUDO COMEÇOU

O gênero “novela” apareceu na televisão brasileira em dezembro de 1951, quando a TV Tupi levou ao ar “Sua Vida me Pertence”, de Walter Foster. Após 55 anos de sucesso, não é incomum trazerem à discussão visões religiosas e sociais, além de questões éticas e familiares, que se distanciam do puro entretenimento proposto originalmente. O curioso é que, com o passar do tempo, a sociedade passou a absorver a ficção e aceitá-la como verdade. É principalmente nestes momentos que comentários
e questionamentos divergentes podem colocar em xeque a fé e doutrinas cristãs.


BASTIDORES
O ator evangélico Ademir Zanyor, hoje na TV com a novela em reprise “A Viagem”, no papel de um preso, defende a idéia de que as telenovelas precisam passar mensagens de exemplo e bom testemunho para quem as assiste. Segundo ele, a realidade atual das obras está muito distante disso, pois exploram temas negativos e os levam para dentro dos lares, como a violência e a vulgarização da vida em família. “Não cabe à novela apenas retratar as mazelas da sociedade. Isso é coisa para programas de humor. Alguém que está insatisfeito com a sua realidade não quer vê-la repetida na televisão.
Esta pessoa anseia por um exemplo a seguir, algo que possa fazê-la melhorar como pessoa”, afirma o ator.
Mas qual a razão da afinidade do público feminino com as novelas? De acordo com o ator, a mulher, de uma maneira geral, tem maior sensibilidade e interage mais com os atores do que os homens. “São as mulheres que gritam quando te vêem, que escrevem cartas, que compram revistas especializadas. Além disso, elas têm facilidade de identificar o seu cotidiano com as histórias”, explica.

Valtair Miranda é enfático: “Se eu passo minhas noites vendo novela, então 30% do meu tempo útil é dedicado à TV”

VISÃO ECLESIÁSTICA

“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus” (Efésios 5.15,16). Assim o pastor Valtair Afonso Miranda, da Primeira Igreja Batista de Neves, em São Gonçalo, RJ, resume a relação que as mulheres, segundo ele, devem ter com as telenovelas.
Valtair, que também é professor do Seminário Teológico Batista do Sul e autor dos livros O Que é Escatologia e O Evangelho Perdido de Judas (MK Editora), condena as novelas como alternativa de lazer. Ele argumenta que as histórias ali desenroladas tentam moldar o comportamento das mulheres, tirando delas princípios cristãos, como o respeito ao casamento e o cuidado com os filhos. “As novelas insistem tanto na idéia de que a mulher pode trocar de parceiro, que as esposas estão passando a desvalorizar o casamento. Os filhos não têm mais o mesmo zelo; a telenovela já induz a menina a dormir com o namorado”, comenta.
Além disso, o pastor prega a boa administração do tempo e é categórico nesse aspecto: “Se eu passo minhas noites vendo novela, então 30% do meu tempo útil é dedicado à TV. É por isso que muitas mulheres reclamam não ter tempo para atividades produtivas, como um curso profissional, por exemplo”.


O QUE ACHAM OS LEITORES
Mas nem todos só criticam o gênero. Rejane de Assis, 31 anos, diaconisa do Ministério Graça e Verdade, elogia a trama de “Belíssima”, atual novela do horário nobre da Rede Globo. Rejane diz não se sentir influenciada por ela e garante que o segredo para não absorver mensagens ruins com esse tipo de programação é ter convicções familiares formadas. “Em ‘Belíssima’ há, por exemplo, a personagem Rebeca (Carolina Ferraz) que faz questão de ser amante. Isso deturpa valores de família, mas a trama é interessante. Se você tem esses valores consolidados, não vai ser atingida pela novela e irá utilizá-la apenas como entretenimento”, considera a diaconisa. E complementa: “O problema é que a maioria das pessoas não consegue discernir o certo do errado, e então, fica à mercê dos conceitos das histórias”.
Já o técnico em informática Fernando Reis Lopes, 35, morador de Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, pode ser considerado uma exceção quando o assunto é assistir a novelas. O técnico foge completamente ao estereótipo de que “isso é coisa de mulher”. Ele conta que começou a apreciá-las na adolescência e não parou mais. Hoje, desempregado, acompanha todas que a TV Globo transmite, desde “A Viagem”, à tarde, até “Belíssima”, às 21h, passando por “Malhação”, “Sinhá Moça” e “Cobras e Lagartos”. Lopes não destaca um motivo para o fascínio pelo gênero, apenas gosta da forma como são contadas as histórias.

Para Marluce Nery, psicóloga e sexóloga cristã, a mulher tende a se identificar com as novelas por ser mais emocional que os homens, e alerta que, nos casos de fanatismo, ela deixa de ser mera espectadora e fica “escravizada” pela trama

VISÃO PROFISSIONAL

Da mesma forma como ocorrem crises conjugais por causa da atenção excessiva que homens dão ao futebol, também acontecem conflitos desta natureza pela dedicação que mulheres dispensam às novelas. Quem afirma isso é a psicóloga e sexóloga cristã Marluce Nery, membro da Igreja Presbiteriana. Segundo ela, o público feminino tem mais afinidade com a telenovela por sua capacidade de, normalmente, ser mais emocional do que o homem.
Marluce conta que, em geral, ao assistir a uma novela, a mulher tende a levar a sua vida para dentro da TV, passando a viver um mundo fictício. “Aquele momento é tudo o que ela passa em casa e não tem coragem de falar para ninguém”, constata.
Nos casos de fanatismo, deixa de ser mera espectadora e fica “escravizada” pela trama, passando a sentir as emoções que os personagens representam, sem se dar conta de que o que vê não é real. Essas pessoas ainda vibram com os personagens de sua preferência e se aborrecem com os que não gostam.
Outra sinalização da especialista é o aparecimento de novas expressões verbais a cada obra, que acabam se incorporando ao vocabulário do público. “O jeito de falar e o comportamento da mulher mudam com a novela. As tramas criam neologismos que passam a fazer parte do dia-a-dia do brasileiro”, conclui Marluce.

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